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Conforto interior, hora a hora.

Estudo preliminar anual por oito zonas, com clima local e janelas genéricas. Compara estores, ventilação noturna, vidro, inércia e infiltração. As temperaturas são estimativas do modelo simplificado; não representam certificação nem dimensionamento de climatização.

O que mudaria na casa

A proteção solar ainda é insuficiente nas zonas comuns. Mesmo no caso seletivo, a cozinha/jantar e a biblioteca continuam com muitas horas acima de 26 °C. Desenvolver proteção exterior também a sul, controlar os ganhos solares e verificar ventilação cruzada e extração nos pontos altos antes de escolher climatização.

Nos quartos, o caso base tem cerca de 1.500 horas ocupadas/ano acima de 26 °C. O conjunto vidro seletivo + estores + ventilação noturna reduz para 130–150 horas, mas aumenta as horas frias sem aquecimento. Estes resultados são sensíveis à inércia e aos caudais; não garantem conforto real.

Com dois ocupantes por quarto, a renovação base assumida pode deixar o CO₂ perto ou acima de 1.000 ppm. Confirmar caudais por divisão na ventilação higiénica, sem depender apenas da janela estreita. Humidade é apenas estimada: falta calcular temperaturas de superfície e condensação.

Comparar uma semana de verão

Semana fixa de junho, horas 4000–4167 do ano; eixo vertical em °C. Linhas de referência: 20 e 26 °C.

Resultados anuais por zona

Hipóteses e limites

Quatro ocupantes; Uw = 1,8 W/m²K e g = 0,60 no vidro base; Uw = 1,3 e g = 0,40 na alternativa seletiva. Parede U = 0,28; cobertura U = 0,20; pavimento U = 0,35 W/m²K. Renovação base de 0,5 h⁻¹. Ventilação noturna acresce 1–3 h⁻¹ apenas quando o interior está quente e o exterior mais fresco. Estas entradas são hipóteses, não propriedades medidas.

Temperatura operativa aproximada pela média entre ar e massa térmica. RH e CO₂ são indicadores exploratórios. A abertura de 30 cm nos quartos não garante os 2 h⁻¹ assumidos; é necessário verificar o caudal e a ventilação higiénica.

O balanço usa 229.0 m² de zonas térmicas simplificadas e 840 m³. A área geométrica do projeto é 264 m²; as diferenças são paredes, mobiliário fixo e simplificação das zonas. Sensibilidade de passo 60/15 min: diferença máxima 1.29 °C.

Cargas ideais, não consumo elétrico

3030 kWh/ano de aquecimento e 6891 kWh/ano de arrefecimento sensível no caso seletivo, com controlo 20–26 °C nas horas ocupadas e 16–30 °C nas restantes. Picos: 9.27 / 11.69 kW. Não usar estes valores para encomendar equipamentos.

Resumo CSV · Dados horários CSV comprimidos · Método, hipóteses e resultados JSON

Fontes de método: balanço térmico por zonas; clima JRC/PVGIS. O presente cálculo é um modelo RC próprio, não uma execução do EnergyPlus.